quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A VERDADE NÃO PRESCREVE!!! ( 1.055 )

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Processo Nº 230/2007

aos 11 de Novembro de 2010 (quinta-feira)

Senhor José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa:

Ainda que menos presente, pelos meus “escritos“, a memória continua activa, está viva de boa saúde, abrigada do temporal, “nesta circunstância”; que o meu eu não promoveu e, que continua assim, a ser; pelo tempo de sempre.
Houve, há, interregno de números, a contabilidade ficou a menos; que não trará vontade a soterrar os meus “princípios”, por longo que seja o interromper , que há-de renascer conforme a ocasião ou a tentação, que não há preocupação com horas, nem tempo a pré destinar.
Sem daí definir outra essência, ou irreflexão; por mais que parecido; uma desistência de não presente, ou, de um estratégico ponto de não retorno.
Que não o é!!!
O fardo que me habituei a carregar, é experiência dura; cuidados e trabalhos sem fim, de morrer sem nunca ter chegado a viver, de ter o futuro oculto, neste “presente tempo” que é deserto empoeirado.
“Ajoujado” à discriminação, afastado da Vida, por fora da “tabela” que não me enquadra, que, de tão malévola, não permite contestação às hediondezas praticadas, nem o entendimento à razão; sendo esta, segura e fiel.
Onde, a não perder a confiança, pelo meu “sentir”; porque o acinte não há-de retornar como júbilo, antes sim; há-de ser sua preocupação no futuro, que não domina, nem conhece.
O meu tempo anda esgotado, não por abandono, mas por critérios “essenciais”, vivificados, neste tempo existencial, tenho-o gasto em mérito de meu fazer, a saber cuidar de dificuldades familiarizantes, que não é aqui assunto de conversa.
Não faço consulta ao oráculo, não ponho termo aos desejos, não uso remédio para os temores, assim; minha viagem até à “chafarica”, daí, mantém-se…
(…) depois de atender-me pela minha agenda.

FAMÍLIA, HONRA, DIGNIDADE.
(em memória do meu Pai, da minha Mãe e da minha Tia)
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José Gonçalves
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