*****
Processo Nº 230/2007
aos 11 de Março de 2010 (quinta-feira)
Senhor --- José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa
Neste tempo de haver lucidez no meu espírito, de não poder ser mais silenciado, de exigir que a Justiça volte ao ponto de partida, de ter mérito ao viver com princípios não emprestados, de vencer os que não têm razão, há justificação de pegar nas pontas soltas, para voltar atrás e mudar o futuro, não por vaidade, mas sim por Dignidade.
De não mais poder aceitar os desmandos de outros, patetas das luminárias, nem do interesse subjacente de encherem os bolsos enquanto falavam em libertação nas prosaicas verborreias, perdidas num inferno, cheio, a transbordar de boas intenções.
De não mais aceitar ter sido vendido por covardes traidores aos ditames da ideologia que só tinha pensamento único, que dominava assente, numa falsa prerrogativa.
A intrujice foi dada com mestria bem organizada nesse tempo político de “sombra espúria” projectada com intenção de a carneirada aplaudir com frenesim histérico, na ignorância do dia seguinte.
A todos era oferecido um lugar na primeira fila, diante do deus sol, quando lhes falavam da libertação, da igualdade, da fraternidade em grande e para todos.
A todos era oferecida a novíssima democracia a estriar, o “livro mor”, vulgo constituição, enfeitado que estava, de escritos com preceitos vaidosos, que consagrava extravagantes qualidades, ditas democráticas, de entre outras, se não a principal; de neste sítio, passar a existir um estado socialista, que como tal, todos, sem excepção, tinham de percorrer esse caminho, alegremente para a conversão, rumo ao socialismo.
A havê-las, as desculpas, serão sempre inaceitáveis, isto porque se não sabiam o que estavam a fazer, melhor fora que estivessem quietos.
Ou, se sabiam o que faziam, mal com certeza, de forma persistente, devem ser incriminados por haver má-fé de prejudicar compatriotas, reiteradamente.
Não posso mais silenciar os crimes praticados contra a minha Família… nem deixar de apelidar os filhos da puta, por filhos da puta, sem excepção…
Senhor José Carvalho *into de Sousa… tão ladrão é aquele que vai à horta, como o que fica à porta e, o senhor, está à porta.
FAMÍLIA, HONRA, DIGNIDADE.
(em memória do meu Pai, da minha Mãe e da minha Tia)
_________
J. Gonçalves
-