-----
Correia de Campos demitiu a directora de um centro de saúde, devido à fixação de um cartaz com dizeres do ministro. Junte-se este exemplo ao afastamento do professor Charrua, por piada sobre a licenciatura do primeiro-ministro e a queixa-crime do ‘cidadão’ José Sócrates ao autor do blogue ‘Do Portugal Profundo’ e deparamo-nos com uma série de pequenas vitórias da servidão. Digo da servidão e não do totalitarismo porque aquela é imprescindível à realização deste. Pior: É mais fácil aceitar a ideia de servidão que o conceito de totalitarismo, na medida em que ela pressupõe uma aceitação da nossa parte, que permite a imposição vinda do poder. É costume dizer-se que o preço para manter o estado social, adaptando-o com os uso das novas tecnologias aos tempos da globalização, é o empobrecimento continuado do país. Sucede que há mais. O custo é muito maior e está na contínua limitação da liberdade individual que passa pela redução do sentido crítico imagem de marca da democracia liberal. Podem parecer insignificantes, mas são estas pequenas vitórias da servidão que nos conduzem, lentamente e anestesiando a capacidade reacção das pessoas, ao totalitarismo do poder.
(copiado do http://www.oinsurgente.org/ )