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Processo Nº 230/2007
aos 16 de Novembro de 2009 (segunda-feira)
Senhor José Sócrates!!!
Na sua “democracia” o crime compensa!!!
A criminalidade foi fomentada em larga escala pelos filhos da puta dos seus camaradas, mesmo antes de acederem ao poder. Aí chegados, instalaram-se, ampliaram e difundiram o conceito, forçando todas as passagens que harmonizaram o bastante com o seu modo de ser, com um verdadeiro trabalho de socapa, no sentido de agilizarem o processo sempre em curso.
Decretaram sumariamente o fim da decência, dos princípios morais e éticos organizados que estavam em sociedade!!!
Em seu lugar implantaram o improviso sem substância para a Vida. Humana.
Empertigaram-se com lampejos gratuitos, como mestres da ciência e do saber de experiência feita… como se o fossem.
A rápida ruminação bovina, olhou-os como semideuses e a tudo disseram ámen, convencidos do vasto saber, da ciência exacta, implícita, que os indivíduos lestamente apregoavam.
O meu “pensar”, para mim, é só a última etapa de um longo percurso muito complicado, sendo que a memória é a placa giratória, que debita as sensações que mexem com o meu sentimento, que escava o material do fundo da minha experiência enquanto ser humano integrada na minha Família.
O tempo é a substância da Vida, presente em todos os processos naturais, ou impostos por terceiros com percalços e perturbações anacrónicas.
È o tempo que testemunha uma realidade presenciada, sentida, sem haver necessidade de intermediários para a sublimar.
Senhor José Sócrates o essencial foi dito, redito no tempo sem surpresas, com palavras simples, directas e sem segredo. A minha expressão escrita “saiu” sempre sem preparação. Em cada frase foi dispensado o “pezinho de lã”, a “caligrafia” preparada, a submissão, a entonação, ou a curvatura da espinha. Limitei-me pela minha Família a dar testemunho directo da realidade triste, que presenciei e senti enquanto ser humano, na primeira pessoa. Da minha parte não há, nunca houve, “força oculta”, “segredo de justiça”, “campanha negra”, ou outras com objectivo próprio ou à lá carte. O caminho da Verdade foi-lhe indicado com muita clareza e devidamente afinado. Sei muitas coisas, mas melhor sei que não gosto de filhos da puta, pequenos, grandes, médios, gordos ou magros, é-me indiferente, desde que produzam mal à minha Família, onde a desonra tem o seu lugar cativo na orquestra, sempre com muita humilhação. Há-de sair da toca como os coelhos acossados pelos cães… até lá, vá à merda.
FAMÍLIA, HONRA, DIGNIDADE.
(em memória do meu Pai, da minha Mãe e da minha Tia)__________
J. Gonçalves
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