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Processo Nº 230/2007
aos 23 de Outubro de 2009 (sexta-feira)
Senhor José Sócrates!!!
Estando como está a realidade das “coisas”, facilmente se concluí que os culpados da actual situação, são estes, os do tempo presente. Até o são em parte, porque lhes é facultado, facilitado a continuidade. O país, não só está ameaçado pelos indivíduos de má índole, mas também por aqueles que o permitem. Na prática há um movimento em círculo fechado, mediante acordos de ocasião, que no absoluto rejeitam qualquer enterfer~encia que perturbe o egotismo absolutista pelo qual se rege. Há uma constante evolução partidária, mas também inter partidária que institucionaliza interesses transversais no espectro governativo. Há convergência que cauciona os ditames, desde logo convertidos em resultados consabidos.
Aos restantes Portugueses é lhes atribuída uma importância residual, se não mesmo de rejeição, em muitos casos, por serem considerados fora do contexto democrático ( ainda ) em curso.
De facto os “apóstolos democráticos” de “ontem“, os tais das “amplas liberdades”, confundem-se nas aus formas de actuar, governando, agindo como os agentes do passado, que destronaram e estigmatizaram.
Ofuscados pela ideologia esquerdizante, delapidaram o país, a sua economia, mas também muitos Cidadãos foram marginalizados desde que não pudessem(!!!) ser integrados na novíssima nova ordem - que pelos vistos ainda está em curso.
Após trinta e cinco anos, os crimes continuam a ser escondidos por detrás de um biombo ignóbil, que infundadamente retira à vítima a Dignidade de apontar o dedo aos verdadeiros criminosos. Tem sido este o “progresso” da actual pseudo democracia numa mundivisão subjacente, às teorias do pensamento único, sem concorrência. Tem sido!!!
Tem sido o poder pessoal, abusivo ao nível político, ( ou coisa que o valha ) a influenciar como se, se tivessem tornado os proprietários absolutos da Verdade e do País. Como tal, senhor José Sócrates, essa visão “absolutista” da autoridade amarrada a ideologias, a crenças parteiras, potenciou sofrimento na minha Família, na maldade, a evitar. O senhor, pelo seu absurdo comportamento, enquanto indivíduo, não quis gerar autoridade - potenciando o Bem. Não respeitou, como tal não se pode dar ao respeito, porque desconhece a vivência no relacionamento participativo entre seres humanos. Não quis!!!
E, no entanto, no futuro, há-de abandonar a toca… a ratoeira estará por perto.
FAMÍLIA, HONRA, DIGNIDADE.
(em memória do meu Pai, da minha Mãe e da minha Tia)
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J. Gonçalves
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